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quinta-feira, 16 de março de 2017

DIÁRIO POPULAR

Mais um início de ano com escassez de verba

Instituições de Educação Especial negociam com a prefeitura e com o governo do Estado; salários dos funcionários estão atrasados
15 de Março de 2017 - 07h48 
Por: Michele Ferreira
Com menos dinheiro no caixa, professores e funcionários estão com os salários atrasados. A grande maioria não recebeu o mês de fevereiro; alguns aguardam inclusive o pagamento de janeiro. As secretarias de Assistência Social e de Educação e Desporto (Smed) garantem que a quitação das dívidas ocorrerá nos próximos dias. As negociações com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) se arrastam e, até agora, nenhum repasse foi efetuado em 2017.O ano letivo, mais uma vez, começa com escassez de verba em quatro instituições de Educação Especial de Pelotas.
Até o momento, entretanto, não há reflexos no atendimento prestado aos mais de 880 alunos, mas o clima é de preocupação entre quem gerencia as verbas. O secretário de Assistência Social, Luiz Eduardo Longaray, afirma que todos os empenhos já foram assinados. O dinheiro, portanto, deve estar liberado até o final desta semana. “Com a troca do sistema de informática da prefeitura, não deu para fazer um empenho global e todo o nosso cronograma de pagamentos ficou atrasado, inclusive com fornecedores.”
Na Smed, a explicação do secretário Artur Corrêa foi na mesma linha: os repasses devem ser normalizados nos próximos dias e, entre os panos de fundo para justificar as pendências, também desponta a implantação do novo sistema de informática. “Já está tudo com a Secretaria de Gestão Administrativa e Financeira”, tranquiliza.
Do Estado
Via assessoria de imprensa, a Seduc assegura que o repasse de verbas referente a dezembro está liquidado e espera pelo pagamento na Secretaria Estadual da Fazenda. Com relação aos meses de janeiro e fevereiro, os processos estão em fase de tramitação e aguardam pelo empenho de recursos - explicam, mas não apresentam qualquer previsão de data.
Confira a situaçãoAlfredo Dub - Os salários de fevereiro dos cerca de 90 profissionais - entre professores e funcionários - permanecem em aberto, como consequência das parcelas emperradas pela Smed e pela Secretaria de Assistência Social. Com o governo do Estado, o crédito de aproximadamente R$ 15 mil refere-se aos meses de janeiro, fevereiro e férias - informa a nova presidente, Marita Nebel, que já se prepara para desencadear nova campanha de sensibilização junto à comunidade, velha aliada da Escola Alfredo Dub. Atualmente, a instituição atende em torno de 180 crianças e jovens.
Cerenepe - A maioria dos trabalhadores aguarda receber o mês de fevereiro. Em alguns casos, janeiro também não foi pago. “Mas estamos confiantes que a situação vá se normalizar”, resume a diretora Daiane Silva. A instituição espera pela verba de fevereiro tanto da Smed quanto da Secretaria de Assistência Social. Com a Secretaria Estadual de Educação, o valor beira os R$ 54 mil, somados dezembro, janeiro e fevereiro. E o pior: não há data prevista para o acerto da dívida. A instituição, que conta com 31 profissionais, acolhe em torno de 250 alunos.


Apae - A Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais também se mantém em contato com a prefeitura para normalizar os repasses. Na área da educação, o atraso refere-se a fevereiro e impacta os salários. No setor de Serviço Social, o atraso é maior, atinge os dois primeiros meses do ano e, claro, compromete o pagamento dos trabalhadores - preocupa-se o diretor Víctor Edgar Pitzer Neto. Ao todo, 42 profissionais atuam na Apae, que atende uma média de 300 famílias.

Louis Braille - O cenário é de negociações. A instituição aguarda pagamentos da Smed - de aproximadamente R$ 90 mil de janeiro e fevereiro -, da Secretaria de Assistência Social e também da Secretaria de Saúde. Os salários dos 30 profissionais - considerada a estrutura do Centro de Reabilitação Visual - estão em atraso. Ao ser questionada, a secretária de Saúde, Ana Costa, verifica dados no sistema e afirma que a quitação do mês de janeiro deve ter ocorrido em 3 de março. Para o pagamento de fevereiro, primeiro a produção precisa ser analisada e aprovada, para então ser liberado o repasse de verba. A Escola Louis Braille atende em torno de 150 alunos.